"A Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão poucoa sociedade muda"
Paulo FreireSEJAM BEM VINDOS!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A aplicação do método audiovisual em sala. - FINGER, Johanna Emile²
A atividade audiovisual além de complemento didático, em determinados momentos pode servir como instrumento de aplicação de atividades que capacitam os estudantes por meio de imagens, desvendar e esclarecer dúvidas que muitas vezes não constam na estrutura de um texto escrito. Porém, muitas vezes sua utilização não possui fundamento e objetivo concretizado. Segundo a afirmação de LIMA, (1998, p. 01)
“ (....) a tradicional prática de uso do vídeo na escola ainda está longe do ideal de autonomia e participação. Na maioria das instituições, tal tecnologia é associada à veiculação de fitas educativas, onde uma série de informações técnicas são "ilustradas" com imagens e sons. Trata-se de um uso da tecnologia de informação e comunicação como instrumento de tradução dos discursos de especialistas para a transmissão de informações aos públicos usuários”.
1.5 O vídeo enquanto instrumento de ensino em Ciências Naturais
Na atualidade, a atenção dos que investigam novos caminhos para o ensino de Ciências está hoje basicamente voltada para a idéia de cidadania e para a formação de professores com novos perfis profissionais, em condições de trabalhar com uma visão interdisciplinar da ciência, própria das múltiplas formas de se conhecer e intervir na sociedade hoje.
Neste sentido, as propostas mais adequadas para um ensino de Ciências Naturais significativo, devem favorecer uma aprendizagem comprometida com as dimensões sociais, políticas e econômicas que permeiam as relações entre ciência, tecnologia e sociedade preparando os cidadãos para que sejam capazes de participar, de alguma maneira, das decisões que se tomam nesse campo e que afetam a vida de todos.
Essa participação deverá ter como base o conhecimento científico adquirido na escola, a análise das informações recebidas sobre os avanços da ciência e da tecnologia e o uso destas no cotidiano.
Ao se pretender estabelecer uma perspectiva mais científico-tecnológica no interior da sala de aula é preciso que o professor tenha clareza dos objetivos que pretende alcançar e das estratégias (procedimentos e recursos) que pretenda fazer uso. Ou seja, sua ação está pautada em reflexões e escolhas constantes. Afinal, como tornar o ensino de ciências naturais prazeroso sem perder a cientificidade? Quais ferramentas usar? Como utilizar? Em qual medida? Estas e outras perguntas foram feitas por nós durante o processo de intervenção.
Partimos do pressuposto colocado por MORAN, (1995, p.101): “o vídeo ajuda a um bom professor, atrai os alunos, mas não modifica substancialmente a relação pedagógica. Aproxima a sala de aula do cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da sociedade urbana, mas também introduz novas questões no processo educacional”.
Com as atividades audiovisuais vivenciadas com e pelos alunos da 5ª e 8ª séries do Colégio de Aplicação UNIVALI – CAU/Itajaí, (Apêndice 13) e fazendo uma análise de desempenho dos alunos, pode-se observar que houve progresso/sucesso em relação a uma aula dialogada. Passamos a compreender o vídeo como um instrumento de ensino que possibilita aprendizagem mais prazerosa e dinâmica auxiliando o aluno a raciocinar sobre fatos e fenômenos de maneira interativa.
O vídeo é uma tecnologia com grande potencial para uso na educação, capaz de apoiar o desenvolvimento de habilidades mentais e a aquisição de conhecimentos específicos, além de trazer à sala de aula realidades distantes dos alunos.
Ao iniciar as aulas com o vídeo, pode-se perceber o interesse de todos os alunos despertando a curiosidade, a motivação para novos temas. Isso facilitou o desejo de pesquisa nos educandos para aprofundar o assunto do vídeo e da matéria.
Os debates entre alunos e professores foram surgindo na medida em que eram trabalhados os vídeos, então, este recurso tecnológico não é apenas um transmitir os conteúdos e imagens, ele é também um processo de construção de conhecimentos e trocas de idéias. Uma abordagem apresentada aos alunos das 8ª séries foi sobre os benefícios e malefícios da energia nuclear. Foram mostradas a eles por meio de vídeo as conseqüências das bombas atômicas, e as fontes nucleares de energia. Com estes assuntos, o vídeo serviu de instrumento e base para o início das argumentações e assim, foi possível observar o grau de conhecimento dos mesmos em relação a tema.
Novas Tecnologias na Educação Especial:- José Paulo de Araujo

A Educação (Especial ou não) deveria explorar o potencial para interação expandido pelas novas TC. Para alcançar este objetivo, parece interessante adotar um modelo pedagógico em que os alunos se comuniquem uns com os outros livremente durante a realização de atividades para trocar informações, buscar auxílio e prestar apoio mútuo.
Este modelo pedagógico poderia ter as seguintes características:
Foco no aluno e na aprendizagem.
A pedagogia tradicional privilegia o professor e o ensino ao criar uma economia simbólica na qual o professor deposita conhecimentos nos alunos para em seguida avaliar se foram retidos.
A interação possível nesse contexto costuma seguir um padrão bastante rígido de pergunta-resposta-avaliação, normalmente em um único sentido:
PERGUNTA DO PROFESSOR: Quantos são os estados físicos da água?
RESPOSTA DO ALUNO: Três. Sólido, líquido e gasoso.
AVALIAÇÃO DO PROFESSOR: Certo.
Se as TC permitem que a interação se dê entre professor e aluno e entre aluno(s) e aluno(s), torna-se fácil perceber que elas potencializam a superação do padrão descrito e dão aos alunos a possibilidade de eles mesmos fazerem as perguntas ao professor ou a outro(s) aluno(s), e, indo além do perguntar, elas permitem que os alunos consigam as respostas por si mesmos e entre si mesmos.
Educação e Tecnologia: uma aliança necessária - Juracy dos Anjos
“Por isso, cabe à educação uma parcela de responsabilidade tanto na compreensão crítica do(s) significado(s) desta transformação, quanto na formação dos indivíduos e grupos sociais. Estes devem assumir com responsabilidade a condução social de tal virada, provocada, entre outros fatores, pela revolução nas dinâmicas sociais de comunicação e de processamento de informação”, analisa Arnaud.
domingo, 11 de setembro de 2011
INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO. O Computador auxiliando o processo de mudança na escola. José A. Valente NIED-UNICAMP e CED-PUCSP
O QUE É INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO?
O termo "Informática na Educação" tem assumido diversos significados dependendo da visão educacional e da condição pedagógica em que o computador é utilizado.
( ... ) O termo "Informática na Educação" significa a inserção do computador no processo de aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidades de educação. Para tanto, o professor da disciplina curricular deve ter conhecimento sobre os potenciais educacionais do computador e ser capaz de alternar adequadamente atividades tradicionais de ensino-aprendizagem e atividades que usam o computador.
No entanto, a atividade de uso do computador na disciplina curricular pode ser feita tanto para continuar transmitindo a informação para o aluno e, portanto, para reforçar o processo tradicional de ensino (processo instrucionista), quanto para criar condições para o aluno construir seu conhecimento por meio da criação de ambientes de aprendizagem que incorporem o uso do computador (processo construcionista).
