A aplicação dos recursos audiovisuais adota uma linguagem acessível e inovadora, através da prática de ensino de ciência e biologia, acabando por exigir do telespectador (aluno) maior atenção e envolvimento durante o período de estudo, por se tratar de uma técnica dosada em determinado tempo, sendo este um dos fatores que acaba por chamar atenção dos mesmos por meio dos efeitos, imagens, vídeos, escritas, etc.
A atividade audiovisual além de complemento didático, em determinados momentos pode servir como instrumento de aplicação de atividades que capacitam os estudantes por meio de imagens, desvendar e esclarecer dúvidas que muitas vezes não constam na estrutura de um texto escrito. Porém, muitas vezes sua utilização não possui fundamento e objetivo concretizado. Segundo a afirmação de LIMA, (1998, p. 01)
“ (....) a tradicional prática de uso do vídeo na escola ainda está longe do ideal de autonomia e participação. Na maioria das instituições, tal tecnologia é associada à veiculação de fitas educativas, onde uma série de informações técnicas são "ilustradas" com imagens e sons. Trata-se de um uso da tecnologia de informação e comunicação como instrumento de tradução dos discursos de especialistas para a transmissão de informações aos públicos usuários”.
1.5 O vídeo enquanto instrumento de ensino em Ciências Naturais
Na atualidade, a atenção dos que investigam novos caminhos para o ensino de Ciências está hoje basicamente voltada para a idéia de cidadania e para a formação de professores com novos perfis profissionais, em condições de trabalhar com uma visão interdisciplinar da ciência, própria das múltiplas formas de se conhecer e intervir na sociedade hoje.
Neste sentido, as propostas mais adequadas para um ensino de Ciências Naturais significativo, devem favorecer uma aprendizagem comprometida com as dimensões sociais, políticas e econômicas que permeiam as relações entre ciência, tecnologia e sociedade preparando os cidadãos para que sejam capazes de participar, de alguma maneira, das decisões que se tomam nesse campo e que afetam a vida de todos.
Essa participação deverá ter como base o conhecimento científico adquirido na escola, a análise das informações recebidas sobre os avanços da ciência e da tecnologia e o uso destas no cotidiano.
Ao se pretender estabelecer uma perspectiva mais científico-tecnológica no interior da sala de aula é preciso que o professor tenha clareza dos objetivos que pretende alcançar e das estratégias (procedimentos e recursos) que pretenda fazer uso. Ou seja, sua ação está pautada em reflexões e escolhas constantes. Afinal, como tornar o ensino de ciências naturais prazeroso sem perder a cientificidade? Quais ferramentas usar? Como utilizar? Em qual medida? Estas e outras perguntas foram feitas por nós durante o processo de intervenção.
Partimos do pressuposto colocado por MORAN, (1995, p.101): “o vídeo ajuda a um bom professor, atrai os alunos, mas não modifica substancialmente a relação pedagógica. Aproxima a sala de aula do cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da sociedade urbana, mas também introduz novas questões no processo educacional”.
Com as atividades audiovisuais vivenciadas com e pelos alunos da 5ª e 8ª séries do Colégio de Aplicação UNIVALI – CAU/Itajaí, (Apêndice 13) e fazendo uma análise de desempenho dos alunos, pode-se observar que houve progresso/sucesso em relação a uma aula dialogada. Passamos a compreender o vídeo como um instrumento de ensino que possibilita aprendizagem mais prazerosa e dinâmica auxiliando o aluno a raciocinar sobre fatos e fenômenos de maneira interativa.
O vídeo é uma tecnologia com grande potencial para uso na educação, capaz de apoiar o desenvolvimento de habilidades mentais e a aquisição de conhecimentos específicos, além de trazer à sala de aula realidades distantes dos alunos.
Ao iniciar as aulas com o vídeo, pode-se perceber o interesse de todos os alunos despertando a curiosidade, a motivação para novos temas. Isso facilitou o desejo de pesquisa nos educandos para aprofundar o assunto do vídeo e da matéria.
Os debates entre alunos e professores foram surgindo na medida em que eram trabalhados os vídeos, então, este recurso tecnológico não é apenas um transmitir os conteúdos e imagens, ele é também um processo de construção de conhecimentos e trocas de idéias. Uma abordagem apresentada aos alunos das 8ª séries foi sobre os benefícios e malefícios da energia nuclear. Foram mostradas a eles por meio de vídeo as conseqüências das bombas atômicas, e as fontes nucleares de energia. Com estes assuntos, o vídeo serviu de instrumento e base para o início das argumentações e assim, foi possível observar o grau de conhecimento dos mesmos em relação a tema.
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